Ponte Romana

Ponte de tabuleiro horizontal com rampa em curva do lado da margem direita, assente sobre três arcos redondos iguais. Pegões contrafortados com talhamar triangular e talhante semicircular. O aparelho é de alvenaria de xisto mas as aduelas bem com os vértices dos talhamares são em silhares de granito. As aduelas são largas e curtas e o extradorso irregular. Pavimento em terra ostentando vestígios de calçada nalguns pontos. As guardas são altas e em alvenaria de xisto. Os arcos mostram buracos para apoio dos agulheiros.

Sobre o apertado vale formado pelo rio Angueira, a ponte de Algoso é uma das mais interessantes estruturas viárias medievais do Nordeste Transmontano, não apenas pelo equipamento em si, mas por se encontrar associada a uma via que inclui ainda troços medievais. Esta estrada provavelmente foi definida quando Algoso foi sede de comenda hospitalária, a partir de 1224 e em torno da qual gravitaram algumas unidades de produção agrícola.

A ponte foi objeto de algumas reformas ao longo dos tempos, razão pela qual o seu tabuleiro se apresenta com perfil tendencialmente horizontal, ao contrário do formato rampante (em cavalete), sistematicamente utilizado durante a Idade Média. A estrutura é de tripla arcada a pleno centro, outro indicador de cronologia pósmedieval, reforçada por talhamares triangulares. O aparelho de enchimento, onde se incluem as parcelas centrais do intradorso dos arcos, é irregular e composto por silharia de xisto de pequena dimensão, enquanto as aduelas dos arcos são formadas por silhares de talhe mais aperfeiçoado.

No pavimento, maioritariamente de terra batida, ainda é possível identificar alguns elementos de calçada primitiva.

De realçar ainda a magnífica vista que se consegue ter do Castelo de Algoso a partir da ponte.